Atlas do Novo Testamento

Um material gratuito do Vivendo as Escrituras

Guia visual · explore livremente

27 livros.
Uma só história.

Evangelhos, história, cartas e profecia: veja como as partes do Novo Testamento se organizam e se conectam em torno de Jesus Cristo. Toque em qualquer livro para abrir a ficha.

27
livros inspirados
4
grandes grupos: Evangelhos, história, cartas e profecia
Séc. I
período de composição
1
mensagem centrada em Cristo

01 O mapa dos 27 livros

Em ordem canônica. Filtre por tipo de livro.

Antes de abrir os livros

Por que são exatamente 27 livros?

Muitos escritos cristãos circularam nos séculos I e II. Apenas 27 foram recebidos como Escritura. A Igreja não criou a autoridade desses livros: ela reconheceu a autoridade que eles já tinham.

Heresias como as de Marcião e dos gnósticos tornaram necessário distinguir publicamente os livros inspirados. O processo de reconhecimento se completou no fim do século IV.

Critérios de reconhecimento

  1. 1
    Autoria apostólica

    Escrito por um apóstolo ou por alguém de seu círculo, como Marcos, Lucas, Tiago e Judas.

  2. 2
    Ortodoxia

    Concordância com o ensino dos apóstolos, a “regra de fé”.

  3. 3
    Aceitação geral das igrejas

    Recebido e lido como Escritura pelas igrejas em geral, não apenas por um grupo.

E os escritos apócrifos do Novo Testamento? Por que não foram reconhecidos como Escritura? É o tema da aula 1 do curso →

02 Quatro Evangelhos. Uma só pessoa e uma só obra.

Os Evangelhos não são biografias no sentido moderno, mas narrativas teológicas. Cada autor escreveu para leitores e propósitos próprios, com ênfases distintas sobre a mesma pessoa.

Mateus

meados dos 60

Escrito para

Judeus cristãos e judeus em geral

Ênfase

O Messias prometido

Começa com a genealogia de Abraão e Davi e mostra a vida de Jesus cumprindo as Escrituras de Israel.

Versículo-chave: Mt 1.1

Marcos

década de 60

Escrito para

Provavelmente cristãos gentios em Roma

Ênfase

O Servo que age

Curto, direto e cheio de movimento. Quase metade do livro trata das últimas três semanas da vida de Jesus.

Versículo-chave: Mc 10.45

Lucas

c. 70

Escrito para

Teófilo e leitores gentios

Ênfase

O Salvador

Uma narrativa ordenada, fruto de investigação cuidadosa, para confirmar Teófilo nas verdades em que foi instruído.

Versículo-chave: Lc 1.1-4

João

década de 90

Escrito para

Judeus de fala grega da Dispersão

Ênfase

O Filho de Deus

Seleciona sinais e longos discursos para levar o leitor a crer que Jesus é o Cristo e ter vida em seu nome.

Versículo-chave: Jo 20.31

A questão sinótica

Por que Mateus, Marcos e Lucas se parecem tanto?

  • Semelhanças: narram os mesmos fatos, dependem de testemunhas oculares e usaram material uns dos outros.
  • Diferenças: foram escritos para públicos e propósitos distintos.
  • João segue outro caminho, com seleção própria de sinais e longos discursos.
  • A Igreja recebeu os quatro relatos sem fundi-los num só Evangelho.
Rev. Augustus Nicodemus

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Por que quatro Evangelhos, e não apenas um?

Entender o propósito de cada relato muda a forma como lemos a vida de Jesus. No curso Panorama do Novo Testamento, o Rev. Augustus Nicodemus dedica uma aula a cada Evangelho: contexto, destinatários e mensagem.

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03 De Jerusalém a Roma

Mapa esquemático · avance etapa por etapa

Atos acompanha o evangelho saindo de Jerusalém e chegando à capital do Império. Boa parte das cartas do Novo Testamento se relaciona a estes caminhos.

Jerusalém Cesareia Antioquia Tarso Salamina Pafos Perge Antioquia da Pisídia Icônio Listra Derbe Trôade Filipos Tessalônica Bereia Atenas Corinto Éfeso Mileto Creta Malta Siracusa Régio Putéoli Roma

As datas e as associações entre cartas e viagens seguem uma reconstrução histórica aproximada. Alguns locais e períodos de composição são discutidos pelos estudiosos.

04 Cada carta, um problema real

21 cartas · toque para ver a resposta

As cartas do Novo Testamento não são tratados abstratos. Quase todas foram escritas para uma situação concreta: uma heresia, uma crise, uma pergunta, uma despedida.

Romanos

Igreja em Roma

O que estava acontecendo

Paulo concluía a terceira viagem e planejava visitar Roma a caminho da Espanha. A igreja ainda não o conhecia.

1 Coríntios

Igreja em Corinto

O que estava acontecendo

Divisões em grupos, imoralidade e uma carta da própria igreja com perguntas sobre casamento, ídolos, dons e ressurreição.

2 Coríntios

Igreja em Corinto

O que estava acontecendo

Falsos mestres infiltrados atacavam o apostolado e o caráter de Paulo.

Gálatas

Igrejas da Galácia

O que estava acontecendo

Judaizantes chegaram depois de Paulo e exigiam dos gentios convertidos a circuncisão, a dieta e o calendário judaicos.

Efésios

Igreja em Éfeso e região

O que estava acontecendo

Preso em Roma, Paulo soube que as igrejas da região estavam preocupadas com ele e com o futuro.

Filipenses

Igreja em Filipos

O que estava acontecendo

Epafrodito chegou a Roma com uma oferta da igreja e notícias de suas bênçãos e problemas.

Colossenses

Igreja em Colossos

O que estava acontecendo

Epafras levou a Paulo notícias de um falso ensino que se infiltrava na comunidade.

1 Tessalonicenses

Igreja em Tessalônica

O que estava acontecendo

Uma igreja nova e perseguida, com dúvidas sobre os motivos de Paulo e sobre os irmãos que já tinham morrido.

2 Tessalonicenses

Igreja em Tessalônica

O que estava acontecendo

Alguns entenderam que o Dia do Senhor já tinha chegado, e outros deixaram de trabalhar.

1 Timóteo

Timóteo, em Éfeso

O que estava acontecendo

Paulo deixou Timóteo em Éfeso para cuidar de demandas urgentes da igreja e de falsos mestres.

2 Timóteo

Timóteo

O que estava acontecendo

Paulo, na segunda prisão em Roma, sem expectativa de sair vivo, fora abandonado por muitos.

Tito

Tito, em Creta

O que estava acontecendo

Igrejas novas, sem liderança e cercadas por um ambiente moral degradado e por falsos mestres.

Filemom

Filemom

O que estava acontecendo

Onésimo, escravo que fugira de Filemom, encontrou Paulo preso em Roma e se converteu a Cristo.

2 João

A “senhora eleita”

O que estava acontecendo

Pregadores itinerantes negavam que Jesus veio em carne, e alguns membros os hospedavam.

3 João

Gaio

O que estava acontecendo

Diótrefes, líder da igreja, recusava receber os pregadores enviados por João e falava mal dele.

Hebreus

Cristãos judeus perseguidos

O que estava acontecendo

Sob perseguição de seus próprios patrícios, alguns eram tentados a voltar ao judaísmo.

Tiago

As doze tribos na Dispersão

O que estava acontecendo

Irmãos pobres e provados, com disputas entre si e uma compreensão errada da relação entre fé e obras.

1 Pedro

Cristãos na Ásia Menor

O que estava acontecendo

Os cristãos sofriam hostilidade de judeus e gentios por causa da fé.

2 Pedro

Possivelmente os leitores de 1 Pedro

O que estava acontecendo

Falsos mestres questionavam a demora da volta de Cristo e defendiam uma vida libertina.

1 João

Igrejas da Ásia (provável)

O que estava acontecendo

Pregadores itinerantes negavam que Jesus veio em carne e tratavam o pecado como indiferente, deixando os fiéis inseguros.

Judas

Cristãos ameaçados

O que estava acontecendo

Mestres infiltrados transformavam a graça de Deus em licença para a libertinagem.

Ler uma carta sem o seu contexto é ouvir só metade da conversa.

O atlas mostra o problema de cada igreja. Nas aulas, Augustus percorre seis pontos em cada carta. Veja como fica na prática:

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Carta aos Gálatas

“Paulo, apóstolo… às igrejas da Galácia.”

Autoria
Paulo, fundador dessas igrejas, que escreveu a carta de próprio punho.
Destinatários
As igrejas da Galácia, provavelmente as do sul, formadas em grande parte por gentios.
Ocasião
Judaizantes chegaram depois de Paulo e exigiam a circuncisão como condição para a salvação.
Propósito
Reafirmar a justificação pela fé, defender o apostolado de Paulo e firmar os crentes na liberdade em Cristo.
Tema central
Justificação pela fé, não pelas obras da lei.
Como ler
Examinando o coração para ter certeza de que a esperança está em Cristo, e não em obras.

Os seis pontos que o curso percorre em cada livro · 15 aulas sobre as cartas

05 Como termina a história

O Apocalipse é profecia, registrada no estilo apocalíptico, cheio de símbolos e visões, como o livro de Daniel. Ao mesmo tempo, é uma carta às sete igrejas da Ásia. Seu propósito é mostrar o domínio de Deus sobre a história e o triunfo final de Cristo, confortando cristãos que sofriam perseguição.

Ap 1–3

Perseverem

Cristo fala a sete igrejas reais da Ásia, com elogios, advertências e promessas aos que vencerem.

Ap 4–5

Deus está no trono

Antes dos juízos, a visão do trono: o Cordeiro que foi morto é digno de abrir o livro da história.

Ap 19–22

Cristo vence

O mal é julgado, a morte é vencida e Deus passa a habitar para sempre com o seu povo.

Como ler o Apocalipse?

Há cinco grandes linhas de interpretação. No curso, Augustus apresenta cada uma e defende a que considera mais coerente com o livro.

  • Preterista
  • Futurista
  • Idealista
  • Eclética
  • Historicista

A leitura que Augustus considera mais coerente

Paralelismo histórico

Uma variante da perspectiva historicista

Segundo essa interpretação, o Apocalipse apresenta sete ciclos de visões que retratam o período entre a primeira e a segunda vinda de Cristo, sob diferentes perspectivas. Em cada ciclo, a igreja é perseguida, os ímpios são julgados e Cristo triunfa.

Do jardim à cidade

A Bíblia começa com a criação, a entrada do pecado e suas consequências. Termina com a visão de novos céus e nova terra, onde Deus habita com seu povo e já não haverá morte nem maldição.

No princípio Na consumação

Deus cria os céus e a terraGn 1.1

Novo céu e nova terraAp 21.1

O acesso à árvore da vida é fechadoGn 3.22-24

A árvore da vida, para a cura das naçõesAp 22.2

A terra é amaldiçoadaGn 3.17

Já não haverá maldiçãoAp 22.3

A serpente enganaGn 3.1-13

A antiga serpente é derrotadaAp 20.2, 10

A morte entra no mundoGn 3.19

A morte já não existiráAp 21.4

O homem é expulso da presença de DeusGn 3.23-24

Deus habita com o seu povoAp 21.3

Você percorreu o mapa

Agora, que tal percorrer toda a história?

O que você explorou aqui é uma visão geral. No Panorama do Novo Testamento, o Rev. Augustus Nicodemus aprofunda os acontecimentos, o contexto histórico e o ensino dos 27 livros.

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Panorama do Novo Testamento

com o Rev. Augustus Nicodemus

6
módulos
22
aulas
100%
online
1 ano
de acesso
  1. 1Introdução · O cânon bíblico
  2. 2Os Evangelhos · 4 aulas
  3. 3História · Atos
  4. 4Cartas de Paulo · 10 aulas
  5. 5Cartas gerais · 5 aulas
  6. 6Apocalipse

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